domingo, 1 de dezembro de 2013

Cinema, pipoca e paciência

Fomos ao cinema: eu e JK. Fazia um longo tempo que a gente não ia ao cinema. Achamos mais confortável baixar os filmes e assisti-los em casa. E eu – embora a tela grande e o som dolby digital sejam sedutores – continuo preferindo não ir ou ir muito de vez em quando ao cinema.

Em São Paulo (e acho que em todas as grandes cidades deste país nem aí para sua história), as salas de cinema de antigamente foram transformadas em ruínas ou em empresas evangélicas. E quem hoje estiver a fim de assistir a um filme que se enfie dentro do shopping center mais próximo, onde estão as melhores salas e as piores companhias para se ter na poltrona ao lado.  

Shoppings centers são templos cafonas de consumo, onde temos que conviver com o horror da alegria barulhenta de praça de alimentação. Ok, tem ar-condicionado, algo sempre bem-vindo em republiquetas de calor pornográfico como o Brasil, mas nem isso estava funcionando bem. 

Da chegada ao shopping até o início do filme, passamos por um teste de paciência que nem Jó, "o íntegro", suportaria. A via-crúcis começa no estacionamento, onde temos que dar voltas e mais voltas até encontrar uma vaga. Depois, vêm as filas. É fila para comprar ingresso. Fila para comprar pipoca. Concorrência para ver quem fala mais alto.

Na sala, as poltronas são confortáveis. As luzes se apagam e, quando você pensa que o filme vai começar, tem início uma looooonga série de propagandas. As mesmas que assistimos na TV, em casa. Só que, em casa, não pagamos nada para assistir TV. 

Entre propagandas e trailers, acho que foram uns 30 minutos de enrolação.

E os preços, hein?

Pelo que cobram pela pipoca (murcha e fria), acho que daria para comprar uns 10 kg de milho. E o refrigerante (morno e aguado), na bolsa de valores das salas de cinema, vale mais que petróleo.

E os tamanhos, hein?

Copiamos dos americanos o balde de pipoca XXG e o copo de refrigerante de 2 litros e, depois, fingimos não saber de onde vem as banhas extras acumuladas.

Serviços de merda, produtos de péssima qualidade e preços altíssimos. Tem alguma coisa errada nessa equação. Mas o brasileiro é um forte, "não desiste nunca" de pagar o que for pelo pior. 

Em tempo: o filme foi uma bosta. 

Um comentário:

  1. Difícil suportar cinema em shopping. Quase impossível. Tortura. Melhor ir outras salas de cinema.

    ResponderExcluir