quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Francisco: "quem sou eu para julgar?"

Confesso que levei um susto ao ver o papa Francisco na capa da The Advocate, a mais antiga revista gay dos Estados Unidos e uma das mais importantes do mundo. 

A publicação, veja só, escolheu o papa como Personalidade do Ano, e justificou a escolha afirmando que, embora Francisco se mantenha contrário ao casamento igualitário, seu Pontificado até agora tem mostrado “uma profunda mudança na retórica (anti-gay) de seus dois antecessores".


Uma resposta de Francisco dada a jornalistas em julho foi considerada um marco pela comunidade homossexual e é destacada na capa da revista. Perguntado sobre a participação dos gays na Igreja, o papa respondeu: “Se uma pessoa é gay e procura Deus e tem boa vontade, quem sou eu para julgar?”.

A Advocate ainda destacou que ninguém deve “subestimar a capacidade de um papa de convencer corações e mentes a serem abertos às pessoas LGBT".

Sou ateu à toa e, por isso, tô cagando para o que a igreja católica ou qualquer outra igreja pensa sobre mim e minha orientação sexual. Mas concordo que o papa tem, sim, influência sobre milhões de pessoas e pode, quem sabe, atuar de maneira efetiva para a diminuição da intolerância em relação aos homossexuais.

Por ter declarado o que declarou, o papa Francisco merece o elogio da The Advocate. Só não podemos esquecer que ele lidera uma instituição que é inimiga histórica de gays e lésbicas.

Papa Francisco já garantiu seu lugar no céu. A igreja católica ainda não.

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